agronegocio

 

Minas Gerais GoogleNews Twitter YouTube Orkut Facebook Fotos Vídeos Meteorologia
 
 
 
arquivo
 
   

Cebola: preço médio impulsiona safra mineira

sexta-feira, 16 julho, 2010 18:15

Agricultores antecipam colheita nas áreas de maior produção

A produção mineira de cebola deve alcançar, em 2010, cerca de 140,0 mil toneladas, volume 27,16% maior que o da safra anterior. Esta projeção tem por base um levantamento realizado em junho pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a Superintendência de Política e Economia Agrícola (Spea) da Secretaria da Agricultura, a nova estimativa é 16,72% maior que a registrada em maio.

De acordo com o superintendente João Ricardo Albanez, a região do Alto Paranaíba responde por 69,33% da produção de cebola no Estado. “O cenário para a produção da olerícola é favorável, principalmente naquela região, porque os preços médios superiores aos de 2009 estimulam os agricultores”, ele informa. “Diante da expectativa de boas vendas, os produtores anteciparam o plantio e já iniciaram a colheita”, enfatiza.

Santa Juliana e Rio Paranaíba, municípios que lideram a produção de cebola em Minas, estão localizados no Alto Paranaíba e têm safra estimada de 40,0 mil toneladas e 27,9 mil toneladas, respectivamente. O terceiro colocado, com produção estimada de 24,0 mil toneladas de cebola, é o município de Manga, no Norte de Minas, região que responde por 18,06% da safra mineira de cebola. Também apresentam produção expressiva o Triângulo Mineiro e a Região Noroeste. O cultivo é menos intenso na região Central de Minas, no Sul e Zona da Mata, mas ajuda na composição da produção estadual. 

Presença na Ceasa 
De acordo com levantamento realizado pela CeasaMinas no período de janeiro a junho de 2010, predomina a comercialização da cebola amarela. Nos seis meses analisados foram comercializadas cerca de 3.500 toneladas da olerícola procedente das lavouras mineiras. Esse volume equivale a cerca de 15,0% do volume total do produto oferecido no entreposto no período analisado, e nesse caso está incluída a cebola procedente de outros Estados e países. A cifra movimentada no semestre foi da ordem de R$ 5,7 milhões, com o preço médio do produto alcançando seu nível mais alto (R$ 1,94 o quilo) em maio.

Já o volume de cebola roxa comercializado no entreposto foi da ordem de 80,0 toneladas e o valor registrado alcançou R$ 142,0 mil. O município de Ibirité, localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi o único fornecedor mineiro desse tipo de olerícola à Ceasa de Contagem.

A unidade da CeasaMinas em Uberlândia também registrou uma comercialização expressiva de cebola, mas no caso desse entreposto o estudo alcança a entrada do produto apenas no período de janeiro a maio. No acumulado dos cinco meses, os produtores mineiros responderam pela colocação de 405,0 toneladas da olerícola naquela Ceasa. O valor registrado pela comercialização do produto foi de R$ 647,0 mil e o preço médio variou de R$ 1,39 a R$ 2,08 o quilo no período analisado. 

Ivani Cunha | Comunicaç

Queijo Minas Artesanal garante sustento de produtores de Minas Gerais
Agricultura
Ter, 04 de Maio de 2010 12:55

 

Queijo Minas.

Queijo Minas.

BELO HORIZONTE - Um dos produtos mais típicos do agronegócio do Estado, de reconhecido valor cultural, histórico e econômico, o queijo minas artesanal vem ampliando as perspectivas de comércio e garantindo o sustento de muitos produtores do Estado.

 

A força vem principalmente da assistência técnica e do suporte da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) a produtores das regiões demarcadas pelo Programa Queijo Minas Artesanal (Canastra, Serro, Araxá, Cerrado e Campo das Vertentes). Há cerca de 29 mil produtores do queijo minas artesanal nestas regiões.

Entre as ações que a Emater-MG executa nas regiões produtoras estão a elaboração de projetos, captação de recursos para investir no setor e a oferta de cursos de capacitação em boas práticas agropecuárias e de fabricação, para reciclar os fabricantes.

Segundo a coordenadora técnica estadual do Programa Queijo Minas Artesanal, Marinalva Soares, os extensionistas da Emater-MG já participam de cursos de Associativismo e Gestão, necessários agora com a implantação dos Centros de Qualidade do Queijo Minas Artesanal. A meta da empresa para o ano de 2010 é prestar assistência técnica a mil produtores até o final do ano, estimulando o cadastramento das queijarias no Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). O órgão público mineiro é o responsável pela inspeção sanitária. 

Até o final de abril, 134 fabricantes do queijo minas artesanal cadastraram suas queijarias no IMA. Agora são 22 na Canastra, 71 no Serro, 13 em Araxá e 28 no Cerrado. O cadastramento, defende o coordenador do Programa Queijo Minas Artesanal Albany Árcega, agrega valor e qualidade ao produto, tanto sob o ponto de vista da segurança alimentar, pois beneficia o consumidor, quanto sob a ótica do empreendedor, uma vez que a chance de conquistar mercados diferenciados aumenta, quando se tem um produto de qualidade superior. Diferença essa que, no caso do cadastramento, atesta um cuidado no preparo do queijo. “O cadastramento é a comprovação oficial de que o produto não oferece risco à saúde do consumidor. O produtor tem nesta ferramenta, a porta de entrada para novos mercados, como nas grandes redes de supermercados, ampliando a participação no mercado formal”, diz Árcega.

Produtores organizados

Não faltam exemplos de produtores atendidos pelo programa que estão ocupando bem os espaços oferecidos pelo mercado mineiro de queijo. Mesmo considerando algumas dificuldades próprias dos empreendimentos tocados pela agricultura familiar, como pequena produção e o transporte dela para os grandes centros, situações assim vêm sendo enfrentadas com a organização destes produtores em associações, como explica o extensionista do escritório da Emater-MG de São Roque, José Roberto Correia Miguel. “Trabalhamos pelo entrosamento cada vez maior entre os produtores do queijo daqui, para que, juntos, eles possam combinar uma forma de resolver os problemas comuns”. São Roque é um dos municípios da região da Canastra que também apresenta expressiva produção do queijo minas artesanal.

No município de Rio Paranaíba, região do Cerrado, o produtor Marcos João Bispo ilustra bem como está, atualmente, o processo de inserção do queijo minas nos centros comerciais. Com a ajuda da família, Bispo fabrica 1.500 quilos do produto por mês. A quantidade se soma às 13 toneladas de queijo produzidas mensalmente por nove queijarias cadastradas no IMA e representadas pela Associação de Produtores de Queijo do Cerrado Rio Paranaíba (Apromar), entidade que tem 20 associados. Toda a produção é comercializada pela rede de supermercados ABC de Divinópolis, no Centro-Oeste mineiro, e no município de Araxá. Bispo diz que a expectativa agora é com a venda do queijo em outros estados, o que deve acontecer a partir da implantação do Centro de Qualidade do Queijo Minas Artesanal, que está em fase final de construção em Rio Paranaíba. “O Centro de Qualidade vai valorizar nosso produto. Além de melhorar a qualidade do queijo, vai ser um local onde vamos reunir todo o produto fabricado na cidade, facilitando a distribuição”, afirma.

O produtor José Baltazar da Silva, da Fazenda São Bento, município de são Roque, sempre morou no meio rural e é mais um exemplo de fabricante do queijo artesanal, atendido pelo programa. Conhecido como Zé Mário, há 50 anos ele fabrica o queijo Canastra. Hoje,são produzidos cerca de 60 quilos semanais do produto na propriedade.

Filiado à Associação dos Produtores de Queijo Canastra de Medeiros (Aprocame), Zé Mário conta que, ao contrário de alguns companheiros, ainda reticentes às normas da legislação que regula o segmento no Estado, ele resolveu encarar o desafio de melhorar a qualidade do queijo para eliminar a figura do atravessador, até mesmo antes de se cadastrar no órgão responsável pela vigilância sanitária. “Resolvemos ir por nossa conta antes mesmo de ter o cadastro do IMA, pois o atravessador ficava com 60% do preço. E cada dia que passa a gente nota que aumenta a procura pelo queijo”, conta.

Capacitado em Boas Práticas de Fabricação pela Emater-MG, o produtor Zé Mário confirma a importância da reciclagem profissional, mesmo em se tratando de uma prática tradicional e secular. “Temos a prática, mas não a tecnologia”, pondera.

Fonte: Agência Minas

 
Adoção de técnicas corretas no café leva produtores à premiação em qualidade

 

Santa Rosa da Serra – Um treinamento do SENAR, no município de Santa Rosa da Serra, trouxe resultados imediatos para cafeicultores. O evento orientou sobre as técnicas corretas de preparo do café pós-colheita e possibilitou aos produtores a conquista do primeiro lugar no Concurso de Qualidade de Café.

Os produtores Maurício Magela Ferreira e Robson Ferreira Leite concorreram com mais de 2.500 amostras de cafés das regiões do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste. “Com este prêmio, o café que era vendido entre R$ 250,00 e R$ 260,00 a saca passou a ser comercializada a R$ 410,00”, comentou Maurício. 

Segundo ele, a mudança de atitude no campo foi especialmente, com relação às técnicas de manejo do café no terreiro. O treinamento foi ministrado pelo instrutor Vanderlei José Rodrigues. O conteúdo trabalhado foi: fatores para a qualidade do café, planejamento de colheita, amostragem da maturação, transporte e acondicionamento do café, preparo do café via seca e via úmida, armazenamento, beneficiamento, noções de classificação e manutenção de utensílios e equipamentos. 

Outro procedimento mostrado foi o sistema vulcão, que é uma forma de secar o café em um pequeno espaço do terreiro para homogeinizar a secagem do grão. ”Na região do Cerrado, produz-se um café de qualidade, devido ao clima bem definido, onde praticamente, não chove de maio a outubro e o clima seco é ideal para a boa qualidade. A depreciação ocorre no terreiro, devido ao manejo inadequado”, advertiu Vanderlei.

Para o gerente regional do SENAR, Sérgio de Carvalho Coelho, resultados como estes justificam a Formação Profissional Rural e a Promoção Social levados aos mais variados clientes do setor rural. “Nosso propósito é, realmente, levar o conhecimento para que os produtores, trabalhadores e familiares rurais possam melhorar a qualidade nos processos produtivos e por conseqüência aumentar a renda no campo”, comentou. O gerente acrescentou que tem expectativa de atender os pequenos cafeicultores na colheita mecanizada com a utilização das derriçadoras costais, equipamento que irá contribuir para maior agilidade na colheita e também, para a qualidade no processo.

O mobilizador da Adesrio – Agência para o Desenvolvimento Econômico e Social de Rio Paranaíba, Nilton Silva Boaventura ressaltou a satisfação em ter possibilitado esta importante conquista para os cafeicultores na região. “A partir deste treinamento, eles passam a ser referência no município, na adoção das técnicas corretas em todas as atividades”, disse. Os cafeicultores preparam-se agora, para receber duas certificações de qualidade: uma pela Emater e outra pela Rainforest.

 

Autor: Mariângela Nogueira

 

noticias do campo

23/07/2010 14:34
  Agricultura Seg, 28 de Junho de 2010 10:05 Ações do PROAF serão lançadas no dia 5 de julho   PROAF 2010. VAZANTE - A...
21/07/2010 11:29
  10/07/2010 Aprovado na Comissão Especial o novo Código Florestal  Aprovado na Comissão Especial, o relatório do novo Código Florestal ainda precisa ser apreciado no Plenário do Congresso Nacional,...
18/07/2010 11:46
 [ Rural ] Incra cria assentamento para 40 famílias em Coromandel e Patos de Minas Crédito(s): Da Redação da Rede Hoje/ Com Ascom Incra 13/07/2010     A superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária em Minas Gerais (Incra/MG) criou o...

POLICIAIS

Esta lista está vazia.

Contato

Alto paranaiba noticias 034 9209 6111 itamardecastro@gmail.com